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Ripsa realiza 7ª reunião de Coordenadores e Relatores dos Comitês, com apresentação dos trabalhos, atualizações do portal e projeto do glossário temático

7ª Reunião de CGI da Ripsa - Foto de Rafael de Paula - SEIDIGI/MS

A 7ª reunião de Coordenadores e Relatores dos Comitês da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa), realizada nos dias 6 e 7 de agosto de 2026, reuniu representantes dos CGI para apresentar os andamentos dos trabalhos dos Comitês, além das atualizações recentes do portal, das ferramentas apresentadas, do andamento do glossário temático e das atividades dos Comitês Temáticos Interdisciplinares (CTI).

A abertura ficou a cargo de Luci Scheffer, da Secretaria Técnica da Ripsa, pelo Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS/SEIDIGI/MS), que atualizou o panorama da Rede, com o número de instituições participantes e de representantes que a compõem atualmente.

Na sequência, Paulo Sellera, diretor do DEMAS/SEIDIGI, comentou sobre a divulgação da Ripsa e de seus produtos, o trabalho em andamento e a continuidade dos produtos da Rede. Marizélia Leão, do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), falou do trabalho de levar a Ripsa a quem precisa dela e da importância de entender como as informações estão sendo usadas por quem decide na gestão da saúde. Felipe Ferré, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), relatou a participação da Ripsa no Conasems e o interesse do público ao conhecer a Rede.

Sobre o portal da Ripsa, a apresentação de Juliana Sousa, do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME), trouxe os números da Rede. O portal somou novos usuários e as métricas de acesso passaram de 9,8 mil no 2º semestre de 2025 para 17 mil no período atual. Segundo Juliana, o aumento acompanha as atualizações recentes do portal e a participação da Ripsa em eventos no período.

Juliana Sousa também apresentou um painel executivo que mostra como a Ripsa funciona e quem a compõe, com os dados detalhados por sexo, idade e região das instituições e das pessoas que integram a Rede. Segundo ela, o próximo passo é medir o impacto desse uso. O desafio apontado foi transformar os picos de acesso em uso contínuo.

Adriana Cartaxo, da Coordenação-Geral de Disseminação e Integração de Dados e Informações em Saúde (CGDID/DEMAS/SEIDIGI), apresentou o Tabnet BD, ferramenta voltada à extração de dados, com diferentes opções de visualização. Os dados da Ripsa já estão sendo trabalhados na ferramenta e as tabulações apresentam novas opções na experiência do usuário.

Leila Posenato Garcia, da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), e Elisabeth Duarte (Universidade de Brasília) atualizaram o andamento do projeto do glossário temático da Rede, que hoje reúne 150 termos. A produção será ratificada por blocos temáticos e os termos mais específicos serão encaminhados a pessoas estratégicas para validação. Complementar ao Livro Verde, o documento deve ajudar a alinhar a linguagem dos demais produtos da Ripsa.

Boa parte do encontro foi dedicada às apresentações dos comitês. É nos Comitês de Gestão de Indicadores (CGI) e nos Comitês Temáticos Interdisciplinares (CTI) que a Rede debate métodos, revisa indicadores e constrói consensos técnicos entre as instituições. Cada apresentação registra o que vem sendo produzido e compõe o conjunto dos produtos da Ripsa.

No primeiro dia, apresentaram-se os CTI de Saúde Indígena, Saúde Digital, Desigualdades em Saúde e Atenção Primária à Saúde. No segundo, foi a vez dos CGI Demográfico, Mortalidade, Cobertura, Morbidade, Fatores de Risco e Proteção, Recursos e Socioeconômico.

Também tiveram espaço, no segundo dia, os dois comitês temáticos mais recentes: Feminicídio e Estimativas sobre Cor ou Raça. O CTI Feminicídio trabalha para incorporar a categoria “feminicídio” como instância qualificadora de mortes violentas intencionais por razões de gênero na Classificação Internacional de Doenças (CID). Já o CTI Estimativas sobre Cor ou Raça busca produzir estimativas mais fiéis à realidade sobre o dado de raça e cor da população brasileira.