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Ripsa realiza 30ª Oficina de Trabalho Interagencial (OTI)
Encontro aconteceu na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), em Brasília

A Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) realizou, nos dias 4 e 5 de abril, a 30ª Oficina de Trabalho Interagencial (OTI), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), em Brasília.
Nessa edição da OTI, a Secretaria Técnica da Ripsa anunciou a inclusão da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) como instituição membro da Rede. Com a Fundacentro, a Ripsa conta agora com 44 instituições governamentais e não governamentais envolvidas na definição, produção e análise de dados, informações e indicadores relativos à situação de saúde dos brasileiros.
“Em apenas sete meses de trabalho, os sete Comitês de Gestão de Indicadores (CGI) já se reuniram 74 vezes para a revisão de 143 indicadores, originais da Rede, e ainda propuseram novos. Os membros fizeram, ainda, a revisão de suas fichas de qualificação e alguns conseguiram atualizar a série histórica de 10 anos”, ressaltou o diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação de Informações Estratégicas em Saúde (Demas) e Secretário Substituto da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi), Paulo Sellera.
Uma outra novidade divulgada durante a 30ª OTI foi a criação de três Comitês Temáticos Interdisciplinares (CTI): Estimativa Municipal; Atenção Primária à Saúde e Saúde Digital. “Os CTI, são constituídos, em caráter temporário, a partir de temas interdisciplinares e prioritários em saúde, com a intensão de subsidiar os trabalhos dos Comitês de Gestão de Indicadores (CGI), que são permanentes. Os CTI são propostos para que os temas sejam discutidos num fórum mais especializado, com profissionais de notório saber sobre o assunto”, explicou a representante da Secretaria Técnica da Ripsa, Luci Scheffer.
Além disso, durante a oficina, foi consensuada a utilização do Módulo de Gestão de Dados e Indicadores (MGDI), que é uma solução tecnológica baseada em software livre, desenvolvida pelo Demas/Seidigi, para o cadastramento das Fichas de Qualificação dos Indicadores (FQI) e gerenciamento da série histórica de indicadores da Ripsa.
Para o representante da Secretaria Técnica da Ripsa junto à Opas, Juan Cortez-Escalante, as realizações da Rede não apenas elevam o padrão da saúde pública no Brasil, mas também inspiram a comunidade internacional. “Estamos todos os dias colocando um tijolo a mais para construir algo grande e colocar a Ripsa como uma fonte inspiradora para pesquisa. Estamos num bom caminho e todo mundo reconhece isso”, exaltou Cortez-Escalante.
Homenagens
Durante a 30ª edição da OTI, um momento de reconhecimento emocionou os presentes: o tributo prestado pela Rede à professora Maria Helena Prado de Mello-Jorge e ao professor Luís Patrício Ortiz Flores. A homenagem destacou as notáveis contribuições dos professores para a Ripsa, não apenas no Brasil, mas também em âmbito internacional.
O professor João Baptista Risi Junior, um dos membros fundadores da Rede, foi o responsável pela condução da homenagem. “Maria Helena e Luís Patrício são dois personagens icônicos na história da Ripsa, desde a sua Fundação em 1995. Os homenageados são acatados como sócios-fundadores, tendo prestado imensuráveis contribuições no processo de construção e desenvolvimento da iniciativa”, exaltou o professor Risi.
Para a doutora em Saúde Pública, Maria Helena Prado de Mello-Jorge, o esforço despendido em construir a Ripsa não foi pequeno, mas os resultados mostram que não foi em vão. “Essa homenagem me comove, me envaidece e me deixa cheia de orgulho. Se por um lado, ela representa uma retribuição pelo passado de tanto trabalho, por outro, coloca em nossas mãos a responsabilidade de continuar essa luta”, agradeceu a professora Maria Helena.
Já o professor Luís Patrício Ortiz Flores relembrou sua trajetória ao apresentar a Ripsa em outros países. “Levei a ideia da Ripsa ao Paraguai, onde se tentou fazer um convênio, e também tive a oportunidade de levar para uma reunião da Opas, em Washington (EUA). E desde então, minha participação foi muito intensa e sou muito grato por isso. No mais, assino embaixo todas as colocações da professora Maria Helena e agradeço a Ripsa por essa homenagem que tanto me emociona”, disse o professor Luís Patrício.
O momento de homenagem da OTI tem o objetivo de destacar não apenas as realizações individuais de notórios membros, mas também de ressaltar a importância da colaboração e do compartilhamento de conhecimento na promoção da saúde pública, tanto nacional quanto internacionalmente.
Os homenageados
Maria Helena Prado de Mello Jorge, graduada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mestrado e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, é atualmente professora sênior da pós-graduação da USP e bolsista de Produtividade em Pesquisa pelo CNPq, desde 1991. Sua participação ativa na Ripsa, desde sua criação em 1996, especialmente nos Comitês de Gestão de Indicadores (CGI) e na coordenação do CGI de Mortalidade, demonstra sua dedicação à saúde pública. Contribuições significativas no Ministério da Saúde, como na criação do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), além de publicações relevantes, consolidam seu legado na área.
Já Luís Patrício Ortiz Flores, graduado em Estatística pela Universidade de Chile, com mestrado em Demografia pela Universidade de Costa Rica e pelo Centro Latino-Americano de Demografia das Nações Unidas e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, é professor titular do Departamento de Atuária e Métodos Quantitativos da PUC-SP, desde 1982. Sua trajetória na Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e seu papel como coordenador do Grupo de Trabalho Nacional de Mortalidade Infantil na Ripsa refletem sua expertise em demografia e epidemiologia, especialmente na qualidade dos dados demográficos e na dinâmica populacional.