A Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) realizou, nesta quinta-feira (16), sua participação na 18ª ExpoEpi com a mesa redonda “30 anos da Ripsa: qualificação da informação e fortalecimento da análise de situação de saúde no SUS”. A atividade reuniu especialistas de diferentes instituições para discutir o papel estratégico da Rede na produção, qualificação e disseminação de informações em saúde no Brasil.
A abertura contou com a apresentação institucional da Ripsa, conduzida por Luci Scheffer, representando a Secretaria Técnica da Rede, que contextualizou a trajetória, a governança e o modelo de atuação da Rede. Na sequência, participaram coordenadores dos Comitês de Gestão de Indicadores (CGI) das áreas de Fatores de Risco e Proteção, Morbidade e Cobertura, além de representante da Bireme/Opas/OMS, que atua diretamente no Portal da Ripsa.
Durante a mesa, Deborah Carvalho Malta (UFMG), coordenadora do CGI de Fatores de Risco e Proteção, destacou o funcionamento da Rede, a dinâmica dos encontros e o processo de construção dos indicadores, enfatizando o papel estruturante dessas métricas para a análise da situação de saúde. Afirmou ser fundamental ter séries históricas de indicadores qualificados, pois elas permitem identificar tendências em temas relevantes, como a prevalência de violências contra mulheres e a violência sexual contra meninas de 13 a 17 anos, dados essenciais para orientar políticas públicas e fortalecer a capacidade de resposta do SUS.
José Ueleres Braga (UERJ), coordenador do CGI de Morbidade, ressaltou a importância da participação de diferentes instituições na consolidação da Ripsa, bem como a metodologia adotada para definição dos indicadores, baseada na indicação de especialistas. Destacou o desafio de equilibrar a especificidade de temas com a necessidade de construção de indicadores básicos. Mencionou a relevância de se ter uma ficha padronizada com informações detalhadas de cada indicador da Ripsa, o que dá transparência ao trabalho realizado, permitindo sua interpretação e reprodução. Ressaltou ainda que o “Livro Verde” em seus formatos físico e digital é a materialização desse trabalho.
Na sequência, Carolina de Campos Carvalho (Icict/Fiocruz), coordenadora do CGI de Cobertura, abordou o papel do consenso e do processo colaborativo na construção dos indicadores da Rede. Destacou ainda a convergência entre áreas como Atenção Primária à Saúde e Saúde Digital, apontando avanços na elaboração de indicadores mais robustos e integrados.
Encerrando as apresentações, Juliana Lourenço Sousa (Bireme/Opas/OMS) tratou da transformação de dados em conhecimento para subsidiar a gestão e a pesquisa em saúde. Destacou o Portal da Ripsa como uma plataforma estratégica para organização, integração e disseminação de informações, reforçando a importância da interoperabilidade e do uso de dados para apoiar a tomada de decisão no SUS. Ressaltou ainda que os indicadores e suas séries históricas estão disponíveis nas plataformas de disseminação desenvolvidas pelo Demas/Seidigi, como o Portal de Dados Abertos do SUS, que possibilita o download em diversos formatos de arquivo (csv, json, xml), e a Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE), que oferece painéis interativos com gráficos, tabelas e mapas, ampliando a transparência e a usabilidade das informações.
Ao final da mesa redonda, foi realizada a distribuição da 3ª edição do “Livro Verde” aos participantes. A publicação também está disponível em formato digital no portal da Ripsa, ampliando o acesso aos indicadores básicos de saúde e fortalecendo a transparência e o uso qualificado da informação no país.
A terceira edição do Livro Verde Indicadores básicos para a saúde no Brasil está disponível em versão digital no link: https://www.ripsa.org.br/indicadores-basicos-para-a-saude-no-brasil-livro-verde/
































