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Ministério da Saúde destaca avanços da Ripsa no Abrascão 2025 e reforça integração de dados para qualificar políticas públicas

Ministério da Saúde destaca avanços da Ripsa no Abrascão 2025 e reforça integração de dados para qualificar políticas públicas O Ministério da Saúde participou, em 2 de dezembro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), da mesa-redonda “Fortalecendo a evidência para a ação: a Ripsa e a produção interagencial de indicadores básicos de saúde na era digital”, realizada durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão). O encontro reuniu mais de 150 participantes e apresentou os principais avanços da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) na geração, qualificação, análise e disseminação de dados e indicadores aplicados à gestão das políticas públicas de saúde no Brasil. Ripsa como eixo de qualificação das decisões O debate foi aberto por Paulo Eduardo Guedes Sellera, diretor do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Dados e Informações Estratégicas em Saúde da Secretaria de Informação e Saúde Digital (DEMAS/SEIDIGI/MS). Ele recuperou a trajetória da Ripsa desde sua criação, em 1996, em parceria com a Opas, e sua reativação, em agosto de 2023, após dez anos de paralisação, ressaltando seu papel como espaço colaborativo entre instituições de ensino, pesquisa e o Ministério da Saúde, além de afirmar sua vocação como uma rede qualificadora de informações em saúde — elo entre produção científica e gestão pública — que facilita o uso de evidências na formulação de políticas.Sellera afirmou que a Rede representa “o retorno da ciência ao processo decisório”, ao estruturar metodologias e indicadores que hoje integram o ecossistema de dados do Ministério da Saúde, ao lado de plataformas como a Sala de Apoio à Gestão Estratégica (Sage), a Infraestrutura de Dados Espaciais do Ministério da Saúde (IDE-MS), o TabNet e o LocalizaSUS. Indicadores de fatores de risco e proteção: atualizações e desafios Na sequência, a profª Deborah Carvalho Malta, professora titular da Escola de Enfermagem da UFMG e coordenadora do Comitê Gestor de Indicadores (CGI) de Fatores de Risco e Proteção da Ripsa, apresentou os avanços recentes do CGI. Ela apresentou o trabalho de produção, atualização e alinhamento que está sendo feito com os indicadores do tema e destacou o fortalecimento que ocorrerá com a publicação da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2026. A coordenadora chamou ainda atenção para a ausência de indicadores nacionais sobre sobrepeso e obesidade em adolescentes, tema que demanda novos estudos.Entre os resultados estruturantes do CGI, ela citou: apoio à pesquisa epidemiológica, fortalecimento da vigilância, intersetorialidade, monitoramento da saúde da população, planejamento de políticas e identificação de desigualdades sociais e regionais. Estimativas populacionais e precisão dos dados A mesa também contou com Denise Lopes Porto, profissional de estatística do Ministério da Saúde e integrante da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS). Ela ressaltou a importância das estimativas populacionais para a precisão dos indicadores de saúde, apontando a necessidade de conhecer a granularidade territorial do dado e dos desafios metodológicos para desagregação por idade e sexo.Denise detalhou que as estimativas são construídas a partir das projeções populacionais, de dados do TCU e de resultados dos Censos Demográficos. Ela também destacou o papel da Ripsa, ao criar o Comitê Temático Interagencial (CTI) de Estimativas Municipais, composto por 13 instituições, e informou que estão em andamento estudos metodológicos sobre a variável raça/cor, tema fundamental para mensurar desigualdades. Governança e o futuro digital da informação Felipe Ferré, Assessor Técnico do Conselho Nacional de Secretário de Saúde (Conass), discutiu a perspectiva da governança dos dados em saúde. Ele afirmou que a Ripsa continua essencial para superar a fragmentação informacional, a “torre de Babel” dos dados, e reforçou a importância da saúde digital na modernização do Sistema Único de Saúde (SUS).Ferré destacou que o volume massivo de dados do Ministério (“bilhões de registros de alto valor”) exige um modelo que combine autonomia local com coordenação nacional. Para ele, a “Ripsa do amanhã” deve ser vista como uma instância de cuidado com dados. Qualificação de indicadores e o Portal Ripsa A mesa foi encerrada por Juliana Sousa, da BIREME/OPAS/OMS, que apresentou o Portal da Ripsa, detalhando o fluxo de criação das Fichas de Qualificação do Indicador (FQI) e as ferramentas disponíveis para técnicos, pesquisadores e gestores. Apresentação no estande do Ministério da Saúde Mais tarde, no estande do Ministério da Saúde, ocorreu uma nova apresentação sobre a Ripsa e a produção de indicadores de saúde, conduzida por Juliana Sousa.Nesse momento, ela demonstrou mais a fundo o uso do Portal, explicou como tornar-se membro por meio do site www.ripsa.org.br e apresentou os produtos previstos para 2026, incluindo a 3ª edição do Livro Verde – Indicadores básicos para a saúde no Brasil da Ripsa.A Ripsa auxilia estrategicamente a integração, qualificação e transparência dos dados, permanecendo como pilar para orientar políticas mais eficazes, reduzir desigualdades e fortalecer o SUS diante dos desafios do século XXI. ​

Ripsa promove debate sobre Indicadores de Saúde na era Digital no 14º Abrascão

destaque noticia mesa redonda ripsa - 14 Abrascao

Ripsa promove debate sobre Indicadores de Saúde na era Digital no 14º Abrascão O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi/MS) convida gestores, técnicos para participar da mesa redonda que abordará um importante debate sobre o avanço da saúde pública brasileira. Com o tema “Fortalecendo a evidência para a ação: a Ripsa e a produção interagencial de indicadores básicos de saúde na era digital”, o debate abordará o papel estratégico da Ripsa na produção e integração de indicadores de saúde, destacando como a colaboração interinstitucional e o uso de tecnologias digitais contribuem para qualificar a gestão e apoiar decisões baseadas em evidências no Sistema Único de Saúde (SUS). A Ripsa, que em 2026 completa 30 anos de atuação, é o pilar de articulação e cooperação técnica entre as instituições produtoras de dados do país. Detalhes do Debate: O debate será coordenado por Ana Estela Haddad, Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (Seidigi/MS), e contará com a participação de renomados especialistas. Expositores:   📍 Local: Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) – Brasília/DF📅 Data: 02 de dezembro de 2025⏰ Horário: das 10h20 às 11h50 Link da programação da mesa redonda: https://saudecoletiva.org.br/programacao/index_programado.php?dt_sel=2025-12-02. Venha contribuir conosco!

Centro de Estudos do Icict/Fiocruz aborda a Rede Ripsa como referência da informação em saúde

Centro de Estudos do Icict/Fiocruz aborda a Rede Ripsa como referência da informação em saúde A Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) como referência no campo da informação em saúde é o tema do seminário on-line do Centro de Estudos do Icict, que acontece 22 de novembro, às 14h. A Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) é uma rede voltada para geração, análise e disseminação de informações aplicadas às intervenções em saúde pública no Brasil. Foi instituída em 1996, pelo Ministério da Saúde (MS) em cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), e teve suas atividades interrompidas em 2014. Em agosto de 2023, ocorreu sua reativação, e, atualmente, conta com 44 instituições participantes. O seminário tem como objetivo debater as contribuições da RIPSA no campo da informação em saúde, considerando sua história e os desafios e avanços empreendidos no último ano para o seu funcionamento. Palestrante: Luci Fabiane Scheffer Moraes – representante da Secretaria Técnica da Ripsa Biografia: Pós-doutoranda em Saúde Coletiva na área de Política, Planejamento, Gestão e Atenção à Saúde pela Universidade de Brasília (UnB). Doutorado em Ciências da Saúde na UnB. Mestrado em Engenharia de Produção na área de Ergonomia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialização em Atividade Física e Saúde pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), especialização em Saúde da Família pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), especialização em Epidemiologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e especialização em Análise de Situação em Saúde (UFG). Graduação em Educação Física pela UFSC e em Fisioterapia na Udesc. Foi docente do Curso de Fisioterapia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Coordenadora do Curso de Fisioterapia da Unisul. Atuou no Departamento de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS), como consultora técnica responsável pelo acompanhamento técnico-científico de projetos de pesquisa relacionados às doenças transmissíveis e estudos epidemiológicos transversais e longitudinais e como Coordenadora do Programa de Pesquisas para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS). Membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, membro do Grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva (Grupesc) e do Laboratório de Pesquisas em Exercício Físico e Saúde (Lapes) da Unisul. Foi docente substituta na Universidade de Brasília (UnB). Atuou como consultora na Secretaria Estadual de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) no projeto Sala de Situação, onde acompanhou o monitoramento e a avaliação dos indicadores de saúde, suas metas e resultados. Atuou como consultora técnica na Coordenação Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (CGDEP/SVS/MS) onde era responsável pelo acompanhamento das atividades técnico-científicas de gestão, monitoramento e avaliação das pesquisas apoiadas pela SVS. Atualmente, atua no Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde, da Secretaria da Informação e Saúde Digital, do Ministério da Saúde (Demas/Seidigi/MS), acompanha o monitoramento das políticas públicas de saúde e a Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA) Lattes: http://lattes.cnpq.br/1294243990472127 Palestrante: Felipe Ferré – representante do Conselho Nacional De Secretários De Saúde – Conass Biografia: Trabalha como informata em saúde e cientista de dados em saúde pública., farmacêutico com habilitação em indústria (Universidade Federal de Alfenas UNIFAL-MG, 2007), doutor em bioinformática (Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, 2013), pós-doutor em medicamentos e assistência farmacêutica (UFMG, 2014), especialista em informática em saúde (Sírio-Libanês, 2020). Experiência profissional em desenvolvimento de software na área farmacêutica (drogaria, indústria, ATS), Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de medicamentos e gerência de controle e garantia da qualidade em indústria farmacêutica (2008-2012), construção de sala de situação em saúde NESCON/UFMG, consultoria via Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS, 2017-2022) para apoio à informatização da Assistência Farmacêutica junto ao Departamento de Assistência Farmacêutica e construção da Sala Aberta de Inteligência em Saúde – SABEIS do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Inovação em Saúde – DGITIS, secretaria executiva da Conitec, Ministério da Saúde, Brasil; e assessoria técnica ao Conass – Conselho Nacional de Secretários de Saúde no projeto CIEGES, atualmente rede de centros estaduais de inteligência estratégica do SUS. Atuo e em pautas da informatização da saúde junto à Câmara Técnica de Informação e Informática das Secretarias Estaduais de Saúde e no Comitê Gestor da Saúde Digital. As áreas de interesse são big data e mineração de dados para apoio à decisão estratégica e clínica; políticas, judicialização e economia da saúde e estudos de utilização de medicamentos. Lattes: http://lattes.cnpq.br/4576024816602810 Mediador: Ricardo Dantas – Pesquisador em Saúde Pública do Laboratório de Informação em Saúde (Lis) do Instituto de Informação e Comunicação Científica Tecnológica em Saúde (Icict) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Biografia: Pós-doutorado no Observatório das Metrópoles do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional – IPPUR/UFRJ). Doutor em Demografia pela Universidade Estadual de Campinas com período de doutorado sanduíche na Brown University (EUA); Mestre em Geografia pela Universidade Estadual Paulista – campus de Rio Claro; Graduação em Geografia (Bacharelado em 2002 e Licenciatura em 2003) pela Universidade Estadual Paulista – campus de Rio Claro. Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Icict/Fiocruz). Trabalha com temáticas relacionadas à determinação da saúde e acesso a serviços de saúde em projetos como o Proadess e o Saúde Amanhã. Desde abril/2020 coordena o Proadess. Também está envolvido com pesquisas em Geografia da Saúde e governança do sistema de saúde. Inserido nos grupos de pesquisa Informação em Saúde) e Avaliação do desempenho de serviços e sistemas de saúde. Lattes: http://lattes.cnpq.br/7112638703954011 Serviço  

Ministério da Saúde realiza série de webinários em Políticas de Saúde Global

Ministério da Saúde realiza série de webinários em Políticas de Saúde Global Em parceria com a UnB e a Opas, palestras começam nesta quinta (13), e debatem o combate às desigualdades em saúde A Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), realizará, a partir de hoje (13), uma série de quatro webinários em Política de Saúde Global. As transmissões serão às quintas-feiras, pelos canais do Zoom e YouTube, com tradução simultânea. A série objetiva discutir teorias e métodos propostos ou utilizados para combater desigualdades da atenção primária a saúde para população vulnerável. Esta discussão será realizada por palestrantes internacionais, bem como por debatedores acadêmicos e de gestão no Brasil e no exterior, estudantes de doutorado da UnB e representantes da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA). Os participantes que preencherem o formulário de inscrição receberão certificado por e-mail. Confira a programação completa 1º webinário – Saúde em Todas as Políticas: Conceito, Objetivo e Implementação 2º webinário – Modelos Intersetoriais Para Construir Políticas Públicas Saudáveis 3º webinário – Determinantes Sociais da Saúde e Políticas de Saúde nos Países em Desenvolvimento: Desafios e Lições 4º webinário – Análises e Abordagem de Barreiras de Acesso à Atenção Primária a Saúde

Ripsa realiza 30ª Oficina de Trabalho Interagencial (OTI)

Ripsa realiza 30ª Oficina de Trabalho Interagencial (OTI) Encontro aconteceu na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), em Brasília A Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) realizou, nos dias 4 e 5 de abril, a 30ª Oficina de Trabalho Interagencial (OTI), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), em Brasília. Nessa edição da OTI, a Secretaria Técnica da Ripsa anunciou a inclusão da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) como instituição membro da Rede. Com a Fundacentro, a Ripsa conta agora com 44 instituições governamentais e não governamentais envolvidas na definição, produção e análise de dados, informações e indicadores relativos à situação de saúde dos brasileiros. “Em apenas sete meses de trabalho, os sete Comitês de Gestão de Indicadores (CGI) já se reuniram 74 vezes para a revisão de 143 indicadores, originais da Rede, e ainda propuseram novos. Os membros fizeram, ainda, a revisão de suas fichas de qualificação e alguns conseguiram atualizar a série histórica de 10 anos”, ressaltou o diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação de Informações Estratégicas em Saúde (Demas) e Secretário Substituto da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi), Paulo Sellera. Uma outra novidade divulgada durante a 30ª OTI foi a criação de três Comitês Temáticos Interdisciplinares (CTI): Estimativa Municipal; Atenção Primária à Saúde e Saúde Digital. “Os CTI, são constituídos, em caráter temporário, a partir de temas interdisciplinares e prioritários em saúde, com a intensão de subsidiar os trabalhos dos Comitês de Gestão de Indicadores (CGI), que são permanentes. Os CTI são propostos para que os temas sejam discutidos num fórum mais especializado, com profissionais de notório saber sobre o assunto”, explicou a representante da Secretaria Técnica da Ripsa, Luci Scheffer. Além disso, durante a oficina, foi consensuada a utilização do Módulo de Gestão de Dados e Indicadores (MGDI), que é uma solução tecnológica baseada em software livre, desenvolvida pelo Demas/Seidigi, para o cadastramento das Fichas de Qualificação dos Indicadores (FQI) e gerenciamento da série histórica de indicadores da Ripsa. Para o representante da Secretaria Técnica da Ripsa junto à Opas, Juan Cortez-Escalante, as realizações da Rede não apenas elevam o padrão da saúde pública no Brasil, mas também inspiram a comunidade internacional. “Estamos todos os dias colocando um tijolo a mais para construir algo grande e colocar a Ripsa como uma fonte inspiradora para pesquisa. Estamos num bom caminho e todo mundo reconhece isso”, exaltou Cortez-Escalante. Homenagens Durante a 30ª edição da OTI, um momento de reconhecimento emocionou os presentes: o tributo prestado pela Rede à professora Maria Helena Prado de Mello-Jorge e ao professor Luís Patrício Ortiz Flores. A homenagem destacou as notáveis contribuições dos professores para a Ripsa, não apenas no Brasil, mas também em âmbito internacional. O professor João Baptista Risi Junior, um dos membros fundadores da Rede, foi o responsável pela condução da homenagem. “Maria Helena e Luís Patrício são dois personagens icônicos na história da Ripsa, desde a sua Fundação em 1995. Os homenageados são acatados como sócios-fundadores, tendo prestado imensuráveis contribuições no processo de construção e desenvolvimento da iniciativa”, exaltou o professor Risi. Para a doutora em Saúde Pública, Maria Helena Prado de Mello-Jorge, o esforço despendido em construir a Ripsa não foi pequeno, mas os resultados mostram que não foi em vão. “Essa homenagem me comove, me envaidece e me deixa cheia de orgulho. Se por um lado, ela representa uma retribuição pelo passado de tanto trabalho, por outro, coloca em nossas mãos a responsabilidade de continuar essa luta”, agradeceu a professora Maria Helena. Já o professor Luís Patrício Ortiz Flores relembrou sua trajetória ao apresentar a Ripsa em outros países. “Levei a ideia da Ripsa ao Paraguai, onde se tentou fazer um convênio, e também tive a oportunidade de levar para uma reunião da Opas, em Washington (EUA). E desde então, minha participação foi muito intensa e sou muito grato por isso. No mais, assino embaixo todas as colocações da professora Maria Helena e agradeço a Ripsa por essa homenagem que tanto me emociona”, disse o professor Luís Patrício. O momento de homenagem da OTI tem o objetivo de destacar não apenas as realizações individuais de notórios membros, mas também de ressaltar a importância da colaboração e do compartilhamento de conhecimento na promoção da saúde pública, tanto nacional quanto internacionalmente. Os homenageados Maria Helena Prado de Mello Jorge, graduada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mestrado e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, é atualmente professora sênior da pós-graduação da USP e bolsista de Produtividade em Pesquisa pelo CNPq, desde 1991. Sua participação ativa na Ripsa, desde sua criação em 1996, especialmente nos Comitês de Gestão de Indicadores (CGI) e na coordenação do CGI de Mortalidade, demonstra sua dedicação à saúde pública. Contribuições significativas no Ministério da Saúde, como na criação do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), além de publicações relevantes, consolidam seu legado na área. Já Luís Patrício Ortiz Flores, graduado em Estatística pela Universidade de Chile, com mestrado em Demografia pela Universidade de Costa Rica e pelo Centro Latino-Americano de Demografia das Nações Unidas e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, é professor titular do Departamento de Atuária e Métodos Quantitativos da PUC-SP, desde 1982. Sua trajetória na Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e seu papel como coordenador do Grupo de Trabalho Nacional de Mortalidade Infantil na Ripsa refletem sua expertise em demografia e epidemiologia, especialmente na qualidade dos dados demográficos e na dinâmica populacional.

Participe do 1º Webinário sobre Desigualdades na Saúde – dia 26/3, a partir das 14h

Participe do 1º Webinário sobre Desigualdades na Saúde – dia 26/3, a partir das 14h A Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA) organiza o seu primeiro webinário onde debaterá as Desigualdades existentes na Saúde. O evento é totalmente virtual e acontecerá nesta próxima terça-feira, 26 de março, a partir das 14h, com transmissão ao vivo pelo canal do DATASUS! A Secretaria Técnica da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa), o Gabinete da Ministra da Saúde e a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI/MS) realizam, no dia 26 de março, terça-feira, das 14h às 16h, o 1º Webinário de Desigualdades na Saúde. O evento será aberto ao público e transmitido on-line. A iniciativa faz parte de uma série de encontros que serão promovidos pela Rede em busca de ampliar o diálogo sobre importantes temas, com o objetivo de produzir informações de alta qualidade e relevância para a área da saúde. A desigualdade na saúde tem sido um tema frequentemente presente nas reuniões dos Comitês de Gestão de Indicadores (CGI), que promovem o aprofundamento na análise de questões metodológicas e operacionais relacionadas ao trabalho da Rede em nas seguintes temáticas: demografia, aspectos socioeconômicos, mortalidade, morbidade, fatores de risco e proteção, cobertura e recursos. Assim, dado o caráter relevante e de interesse comum que o tema tem representado em todos os CGI e considerando-o também como uma prioridade governamental, a Secretaria Técnica da Rede propôs a organização de uma agenda para discutir a importância desse assunto com especialistas. Secretaria Técnica da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) A Secretaria Técnica da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) é composta pela SEIDIGI/Ministério da Saúde (MS), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Sua função primordial é coordenar e executar os procedimentos técnico-operacionais e oferecer suporte às estruturas colegiadas da Rede. Comitês de Gestão de Indicadores (CGI) Os CGI são instâncias de natureza técnico-científica nas quais a Ripsa atua para aprimorar continuamente os indicadores, seus dados correspondentes e elementos técnicos. Durante as discussões sobre indicadores ocorridas nos CGI, surgiu a necessidade de se aprofundar a discussão sobre desigualdades na saúde. Por esse motivo, a Secretaria Técnica da Ripsa, articulou com especialistas a realização do 1º Webinário de Desigualdades na Saúde. Confira a programação completa do evento abaixo:

Ripsa tem 2ª Reunião de Coordenadores e Relatores dos Comitês de Gestão e Indicadores

Ripsa tem 2ª Reunião de Coordenadores e Relatores dos Comitês de Gestão e Indicadores Coordenadores apresentaram o andamento das discussões sobre a atualização da série histórica de indicadores. Dando prosseguimento aos trabalhos da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa), o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi), realizou, no dia 20/11, a 2 ª Reunião de Coordenadores e Relatores dos Comitês de Gestão e Indicadores (CGI) da Rede, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília. Os coordenadores e relatores dos sete Comitês de Gestão e Indicadores (CGI) se reuniram para apresentar o andamento das discussões sobre a atualização da série histórica de indicadores pelos quais estão responsáveis, divididos nas seguintes categorias: demográfica; socioeconômica; mortalidade; morbidade; fatores de risco; recursos; e cobertura. “Sei que foi um trabalho árduo nos últimos 67 dias com as equipes e comitês. Esse momento de poder ouvir e respirar o trabalho de vocês é muito satisfatório. Sabemos que dado é informação e sem isso não existe a Seidigi e não existe a saúde digital. O que a gente percebe em todos os países é que os sistemas de saúde digital e indicadores estão no centro do fortalecimento dos sistemas de saúde. Isso reafirma e valoriza o trabalho de vocês e das instituições que estão representadas aqui”, exaltou a Secretária da Seidigi, Ana Estela Haddad. Para o diretor de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (Demas), Paulo Sellera, o debate foi muito interessante porque, além de mostrar o andamento da atualização da série histórica dos indicadores, permitiu que fosse feita uma discussão a respeito de possibilidades metodológicas para correção de taxa desses indicadores, que até então, não estavam sendo utilizados. “Há uma perspectiva muito boa de se ter uma atualização dessas metodologias para o cálculo de indicadores, além da Ripsa poder incluir outros indicadores, que até então, não estavam sendo considerados”, explicou Sellera. Os presentes categorizaram o encontro como uma oportunidade de materializar a Ripsa e afirmaram que a reunião serviu para nortear o andamento dos trabalhos que serão apresentados na 30ª Oficina de Trabalho Interagencial (OTI), prevista para ocorrer em abril do próximo ano. Reativação Após uma pausa de dez anos, os trabalhos da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) foram reativados (agora com a participação de membros de 43 renomadas instituições), no dia 14 de agosto de 2023, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília. Já nos dias 15 e 16 de agosto, ainda no auditório da Opas, os membros oficialmente instituídos da Ripsa realizaram a 29ª Oficina de Trabalho Interagencial (OTI), que é fórum colegiado incumbido do planejamento participativo, da condução técnica do processo de trabalho e das decisões consensuadas pela Rede. Foi um momento de interação entre as instituições, em que, historicamente, são estimulados o aprendizado, a cooperação e o alinhamento de estratégias para melhorar a disponibilização de dados e indicadores sobre a saúde pública no Brasil.

Após 10 anos, Ripsa é reativada em Brasília

Após 10 anos, Ripsa é reativada em Brasília A Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) foi reativada em uma solenidade marcada por muita emoção. Após uma pausa de dez anos, membros de 43 renomadas instituições voltaram a se reunir, nos últimos dias 14, 15 e 16/08, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), em Brasília (DF). Durante o primeiro dia do evento, ocorreu um dos momentos mais marcantes: a homenagem a um dos membros fundadores mais queridos e respeitados da RIPSA: o Dr. João Baptista Risi Júnior, que recebeu um prêmio das mãos da Secretária de Informação e Saúde Digital (Seidigi), Ana Estela Haddad, e do Diretor do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (Demas/Seidigi), Paulo Sellera. “Me sinto emocionado e não esperava essa homenagem. Estou afastado das atividades da Ripsa há mais de 10 anos e vejo que o mérito dessa importante Rede não se resumiu à produção de material técnico legitimado por instituições com ascendência nacional. Seu principal legado foi ter mantido, por muitos anos, um ambiente de trabalho que propiciou a convergência de ações para o objetivo comum de aperfeiçoar a qualidade e a disponibilidade de dados e informações para a compreensão dos problemas de saúde no Brasil”, afirmou o Dr. Risi, que foi um dos idealizadores e pioneiros do projeto que resultou na criação da Ripsa, em 1996. Em vídeo enviado diretamente dos EUA, o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde, Jarbas Barbosa, parabenizou e enalteceu a importância da reativação da Rede. “Hoje, ao celebrarmos a reativação da Ripsa, marcamos um momento crucial que, sem dúvida alguma, ecoará por todo espectro da saúde pública no Brasil. Os frutos de nossos esforços coletivos atuarão como catalisadores, mecanismos que vão potencializar e fortalecer a gestão das informações de saúde”, elogiou. Para o Dr. Jarbas, os esforços para a reativação da Rede são indispensáveis, uma vez que se tem trabalhado para gerar dados mais amplos e de melhor qualidade com a necessária desagregação para monitorar os progressos e desafios, bem como as desigualdades em saúde, em um esforço permanente para reforçar os processos de tomada de decisão que não deixem ninguém para trás. Para a Secretária da Seidigi, Ana Estela Haddad, a volta da Ripsa, vai contribuir bastante para o trabalho da Secretaria de Informação e Saúde Digital. “Como tenho falado, a Seidigi é constituída por três departamentos, que estão trabalhando de forma integrada e realizando ações articuladas. Sendo assim, a produção de informações e indicadores está completamente no centro da agenda da nossa Secretaria e da nossa necessidade atual”, exaltou Ana Estela. Nos dias 15 e 16 de agosto, ainda no auditório da Opas, os membros da Ripsa, oficialmente instituídos, iniciaram as atividades da 29ª Oficina de Trabalho Interagencial (OTI). Foi um momento de interação entre as instituições, em que, historicamente, são estimulados o aprendizado, a cooperação e o alinhamento de estratégias para melhorar a disponibilização de dados e indicadores sobre a saúde pública no Brasil. Também foi feita a apresentação da 1ª versão do novo site da Rede, capitaneado pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme), para discussão e considerações dos membros. “O desafio é trabalhar para que os indicadores e documentos técnicos produzidos pela Ripsa sejam recuperados e atualizados. São muitas instituições, todas com enorme expertise, discutindo de forma a construir consensos. Sabemos que o desafio é enorme, mas a disposição de todos é igualmente grande no sentido de recuperar o tempo perdido”, explicou o diretor do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (Demas/Seidigi), Paulo Sellera. Na quarta-feira (16/08), foram constituídos sete Comitês de Gestão e Indicadores (CGI), com seus respectivos membros, e definidos os produtos a serem elaborados e entregues (curto e médio prazo). Ficaram definidos, como temas de atuação dos CGI, indicadores nas categorias: demográfica; socioeconômica; mortalidade; morbidade; fatores de risco; recursos de saúde; e cobertura em saúde. Nos próximos meses, os membros vão trabalhar nestas áreas temáticas.