Indicadores e Dados Básicos para a Saúde no Brasil (IDB)

    • Base de dados IDB

      [caption id="attachment_68168" align="alignleft" width="95"]bases_de_dados Acesse a base de dados[/caption]

      A construção e revisão do IDB se desenvolvem por interação do Datasus com as instituições fontes dos indicadores e com as diversas instâncias de coordenação condução técnica da Ripsa. A aprovação final do IDB ocorre após amplo processo de discussão e consultas, o que confere legitimidade ao produto.

      A base eletrônica de indicadores é munida de tabulador (Tabnet) que facilita o acesso aos usuários, inclusive aos dados brutos utilizados. Esse recurso não se aplica a indicadores que provêm de fontes de pesquisa, disponíveis em tabelas fixas.

      A série histórica dos indicadores remonta ao início da década de 1990, conforme a disponibilidade de dados. Alterações introduzidas na revisão anual podem requerer a reconstrução da série histórica de determinado indicador, para fins de comparabilidade temporal. Sendo as atualizações feitas diretamente na base eletrônica de dados, esta fonte é a única recomendada para a análise de tendências dos indicadores adotados na Ripsa.

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    • Conceitos e critérios

      Conceitos básicos

      A disponibilidade de informação apoiada em dados válidos e confiáveis é condição essencial para a análise objetiva da situação sanitária, assim como para a tomada de decisões baseadas em evidências e para a programação de ações de saúde. A busca de medidas do estado de saúde da população é uma atividade central em saúde pública, iniciada com o registro sistemático de dados de mortalidade e de sobrevivência. Com os avanços no controle das doenças infecciosas e a melhor compreensão do conceito de saúde e de seus determinantes sociais, passou-se a analisar outras dimensões do estado de saúde, medidas por dados de morbidade, incapacidade, acesso a serviços, qualidade da atenção, condições de vida e fatores ambientais, entre outros. Os indicadores de saúde foram desenvolvidos para facilitar a quantificação e a avaliação das informações produzidas com tal finalidade.

      Em termos gerais, os indicadores são medidas-síntese que contêm informação relevante sobre determinados atributos e dimensões do estado de saúde, bem como do desempenho do sistema de saúde. Vistos em conjunto, devem refletir a situação sanitária de uma população e servir para a vigilância das condições de saúde. A construção de um indicador é um processo cuja complexidade pode variar desde a simples contagem direta de casos de determinada doença, até o cálculo de proporções, razões, taxas ou índices mais sofisticados, como a esperança de vida ao nascer.

      A qualidade de um indicador depende das propriedades dos componentes utilizados em sua formulação (freqüência de casos, tamanho da população em risco etc.) e da precisão dos sistemas de informação empregados (registro, coleta, transmissão dos dados etc.). O grau de excelência de um indicador deve ser definido por sua validade (capacidade de medir o que se pretende) e confiabilidade (reproduzir os mesmos resultados quando aplicado em condições similares). Em geral, a validade de um indicador é determinada por sua sensibilidade (capacidade de detectar o fenômeno analisado) e especificidade (capacidade de detectar somente o fenômeno analisado). Outros atributos de um indicador são: mensurabilidade (basear-se em dados disponíveis ou fáceis de conseguir), relevância (responder a prioridades de saúde) e custo-efetividade (os resultados justificam o investimento de tempo e recursos). Espera-se que os indicadores possam ser analisados e interpretados com facilidade, e que sejam compreensíveis pelos usuários da informação, especialmente gerentes, gestores e os que atuam no controle social do sistema de saúde.

      Para um conjunto de indicadores, são atributos de qualidade importantes a integridade ou completude (dados completos) e a consistência interna (valores coerentes e não contraditórios). A qualidade e a comparabilidade dos indicadores de saúde dependem da aplicação sistemática de definições operacionais e de procedimentos padronizados de medição e cálculo. A seleção do conjunto básico de indicadores – e de seus níveis de desagregação – deve ajustar-se à disponibilidade de sistemas de informação, fontes de dados, recursos, prioridades e necessidades específicas em cada região. A manutenção deste conjunto de indicadores deve depender de instrumentos e métodos simples, para facilitar a sua extração regular dos sistemas de informação. Para assegurar a confiança dos usuários na informação produzida, é necessário monitorar a qualidade dos indicadores, revisar periodicamente a consistência da série histórica de dados, e disseminar a informação com oportunidade e regularidade.

      Se gerados de forma regular e manejados em um sistema dinâmico, os indicadores de saúde são instrumentos valiosos para a gestão e avaliação da situação de saúde, em todos os níveis. Um conjunto de indicadores de saúde se destina a produzir evidência sobre a situação sanitária e suas tendências, como base empírica para identificar grupos humanos com maiores necessidades de saúde, estratificar o risco epidemiológico e identificar áreas críticas. Constitui, assim, insumo para o estabelecimento de políticas e prioridades melhor ajustadas às necessidades de saúde da população.

      Além de prover matéria prima essencial para a análise de saúde, a disponibilidade de um conjunto básico de indicadores tende a facilitar o monitoramento de objetivos e metas em saúde, estimular o fortalecimento da capacidade analítica das equipes de saúde e promover o desenvolvimento de sistemas de informação de saúde intercomunicados.

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    • Ficha de Qualificação do Indicador

      O principal instrumento de orientação técnica ao usuário do IDB é a Ficha de Qualificação, que expõe os conceitos e critérios específicos adotados com relação a:

      • Conceituação: informações que definem o indicador e a forma como ele se expressa, se necessário agregando elementos para a compreensão de seu conteúdo.
      • Interpretação: explicação sucinta do tipo de informação obtida e seu significado.
      • Usos: principais finalidades de utilização dos dados, a serem consideradas na análise do indicador.
      • Limitações: fatores que restringem a interpretação do indicador, referentes tanto ao próprio conceito quanto às fontes utilizadas.
      • Fontes: instituições responsáveis pela produção dos dados utilizados no cálculo do indicador e pelos sistemas de informação a que correspondem.
      • Método de cálculo: fórmula utilizada para calcular o indicador, definindo precisamente os elementos que a compõem.
      • Categorias sugeridas para análise: níveis de desagregação definidos pela sua potencial contribuição para interpretação dos dados e que estão efetivamente disponíveis.
      • Dados estatísticos e comentários: tabela resumida e comentada, que ilustra a aplicação do indicador em situação real observada. Idealmente, a tabela apresenta dados para grandes regiões do Brasil, em anos selecionados desde o início da série histórica.

      As fichas de qualificação vêm sendo progressivamente aperfeiçoadas com a contribuição de consultores, especialistas e grupos ad hoc. O processo de revisão e atualização está a cargo dos Comitês de Gestão de Indicadores (CGI) da Ripsa.

      Acesse: http://www.ripsa.org.br/fichasIDB/

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    • Folhetos IDB

      Uma síntese dos dados correspondentes ao último ano informado é publicada em folheto impresso e ilustrado a cores, de formato sanfonado, que acompanha o lançamento anual da base de dados atualizada. Esse meio possibilita maior divulgação do produto e o acesso de usuários menos familiarizados com os recursos da informática. Os indicadores selecionados para compor o folheto estão desagregados por grandes regiões, estados e Distrito Federal.

      Desde a edição de 2000 o folheto tem identidade visual definida e se referencia ao ano de publicação, apresentando os dados mais recentes. Também passou a destacar um tema de saúde pública selecionado anualmente, que é abordado resumidamente na apresentação e nas ilustrações da capa e contracapa. A partir da edição 2007, o tema do ano passa a ser aprofundado em texto mais completo, apresentado na base eletrônica.

      Folheto IDB 2012

      IDB 2012O folheto IDB 2012 aborda o tema das doenças imunopreveníveis, no ano em que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) completa 40 anos.

      Folheto IDB 2011

      IDB_2011O folheto IDB 2011 aborda o tema do envelhecimento da população brasileira, à luz dos resultados do Censo Demográfico 2010. O tema escolhido destaca a importante relação entre demografia e saúde.

      Disponível também em PDF.

      Folheto IDB 2010 

      idb_2010O  folheto IDB 2010 aborda o tema do acesso aos serviços de saúde no Brasil, uma dimensão importante na avaliação do desempenho do sistema de saúde, que pode ser compreendida como a capacidade do sistema de saúde em garantir o cuidado necessário em tempo oportuno e com os recursos adequados.

      Folheto IDB 2009

      IB_2009
      O folheto do IDB 2009 destaca o tema da mortalidade causada pelo trânsito de veículos de transporte terrestre no Brasil.
      Folheto IDB 2008

      IDB_2008
      Em 2008, o foheto IDB aborda o tema 'Doenças emergentes e reemergentes', uma importante questão de saúde pública associada a fatores socioeconômicos e ambientais.
      Folheto IDB 2007IDB_2007IDB-2007 traz como tema do ano os Nascimentos vistos por meio de alguns indicadores importantes, apresentados na capa e na contracapa deste folheto.
       Folheto IDB 2006
      IDB_2006O IDB 2006 traz como tema do ano A Saúde do Homem.

      Folheto IDB 2005

      IDB_2005O IDB 2005 destaca o tema da mortalidade por doenças crônicas, de crescente importância no País, associada aos processos de transição demográfica, epidemiológica e nutricional.

      Folheto IDB 2004

      IDB_2004
      O tema selecionado para o folheto do IDB 2004 é o de saneamento básico domiciliar, um dos principais determinantes das condições de saúde da população.
      Folheto IDB 2003 

      IDB_2003Na edição de 2003 o folheto do IDB apresenta o tema da saúde da mulher. Os indicadores selecionados para a capa e a contra-capa revelam alguns aspectos das condições de vida dessa importante parcela da população (quase 88 milhões de pessoas), que se sobressai cada vez mais nos diferentes espaços de representação social, especialmente em sua inserção no mercado de trabalho.

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    • Livro - Indicadores básicos para a saúde no Brasil: conceitos e aplicações - 2ª edição - 2008

      O texto aqui apresentado corresponde ao conteúdo do livro 'Indicadores de Saúde no Brasil: conceitos e aplicações'2ª edição da RIPSA, publicado pela Organização Pan-Americana da Saúde - RIPSA.

      Para conhecer a versão em espanhol, clique aqui

      Para acessar o livro na íntegra, clique aqui, ou acesse através dos capítulos abaixo listados:

      Capa

      Folha de Rosto, Apresentação e Sumário

      Capítulo 1: Indicadores de Saúde e a Ripsa

      Capítulo 2:
       Matriz de indicadores

      Capítulo 3:
       Fichas de qualificação dos indicadores

      A. Demográficos
      B. Socioeconômicos
      C. Mortalidade
      D. Morbidade e fatores de risco
      E. Recursos
      F. Cobertura

      Capítulo 4: Fontes de informação

      Glossário de siglas 

      Equipe de elaboração e Gestão da Ripsa 

      Índice remissivo

      * É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.

      Atenção: Os diversos trechos da obra estão disponíveis no formato PDF (Portable Document Format), podendo ser visualizados através do Adobe® Acrobat® Reader, software gratuito que permite a exibição e a impressão de arquivos neste formato.

      Para conhecer o livro em sua 1ª edição, clique aqui

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    • Matriz de Indicadores

      Os indicadores destinados à análise da situação de saúde se referem ao estado de saúde da população e aos fatores que a determinam. Na Ripsa, convencionou-se classificá-los em: (i) indicadores demográficos; (ii) indicadores socioeconômicos; (iii) indicadores de mortalidade; (iv) indicadores de morbidade e fatores de risco; (v) indicadores de recursos; e (vi) indicadores de cobertura.

      A relação completa dos indicadores selecionados para o IDB consta da Matriz de Indicadores , que dispõe a sua denominação, conceituação, método de cálculo, categorias de análise e fontes de dados. A produção de cada indicador é responsabilidade da instituição melhor identificada com a temática específica, a partir de fontes relevantes para a análise da situação de saúde, vinculadas ou não diretamente ao SUS: sistemas nacionais de informação, bases demográficas, pesquisas de base populacional e outras.

      A partir da Matriz de Indicadores, o Departamento de Informática do SUS do Ministério da Saúde (Datasus) elabora a base publicada anualmente na Internet. A Matriz é revisada periodicamente quanto à regularidade das fontes de dados, consistência interna, relevância para a compreensão da situação de saúde, validade para orientar decisões e identidade com processos de gestão do SUS. Essa revisão pode resultar em acréscimos, supressões ou alterações nas características dos indicadores.

      Acesse a MATRIZ DE INDICADORES

      Acesse abaixo as bases de dados do IDB

       ido2012    idb2011  idb2010
       idb2009  idb2008  idb2007
       idb2006  idb2005  idb2004
       idb2003  idb2002  idb2001
       idb2000  idb1998  idb1997

       

       

       

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    • Tema do ano